PROJETO LEVI PROMOVE WORKSHOP COM AUGUSTO CEZAR E FILIPE FREIRE, DA BANDA DOM

O curso foi especialmente preparado para músicos e será uma excelente oportunidade de encontro, partilha, reflexão, vivência e aprendizado para todos que exercem o ministério de música na Igreja. 


O Workshop será ministrado pelos músicos Augusto Cezar e Filipe Freire, da banda DOM. Ambos com vasta experiência e com uma trajetória de mais de 20 na música junto à banda. Como palestrantes os músicos têm viajado pelo Brasil e ministrado cursos ligados à música e à evangelização, partilhando o conhecimento adquirido ao longo de sua trajetória. 

No decorrer da programação serão abordados assuntos, como: Aspectos espirituais, litúrgicos e técnicos no ministério de música. E no dia do evento os participantes poderão levar seus instrumentos musicais para participar de uma apresentação de encerramento. 


O evento será realizado no dia 24 de agosto, a partir das 13h, no Teatro da Praça (ao lado da Praça do Relógio em Taguatinga Centro – DF). Para participar, basta fazer a inscrição, CLIQUE AQUI!


Participe! 

Valor da inscrição: 
1º Lote: 30,00 
2º Lote: 40,00 
No dia do evento: 50,00 (por pessoa) – Preço único

Sobre o projeto: 
O Projeto Levi, é uma iniciativa de amigos da música católica que incentiva e promove momentos de formação musical e espiritual para os músicos de Brasília e região. Criado em 2009, encontra-se vinculado à Paróquia São Paulo Apóstolo - Guará I, tendo como apoiador o então pároco, Pe. Sérgio Murilo. 

Workshop - Espiritualidade e Serviço 
Com: Augusto Cezar e Filipe Freire, da Banda Dom 
Data: Sábado, 24 de agosto de 2019 
Hora: 13h00 às 19h00 
Local: Teatro da Praça em Taguatinga Centro – DF 

Contatos: 
61 99629-8227 ( WhatsApp)
61 99836-2569 ( WhatsApp)

4 RAZÕES PARA VOCÊ PARTICIPAR DE EVENTOS DE FORMAÇÃO













1. IMERSÃO

Se você é daqueles que está decidido, disposto a investir em seu talento, em seu ministério, uma das maneiras é mergulhar e buscar aprimoramento. É definitivamente uma das melhores maneiras para que possa crescer em sua arte de servir. Oficinas de música, encontros e workshops oferecem uma série de benefício. E quando deixamos de participar, deixamos também de ganhar, de (re)aprender e de atualizar nosso chamado e serviço.

2. INSIGHTS

Participar de momentos de formação é algo fundamental e enriquecedor. Você tem acesso a informações super úteis para o serviço de músico na igreja e na evangelização. Nestes momentos é necessário que você esteja atento, faça anotações, gravações e capture o máximo de informações possíveis.

3. CONEXÕES

Nada melhor do que estabelecer conexões e estar cercado de pessoas interessadas e que se preocupam com a formação e com o desenvolvimento do talento recebido de Deus (Cf. Mt. 25). Nesses momentos de formação você encontra cantores, instrumentistas, compositores, cada um com uma experiência nova e edificadora. E esse é o momento para se criar uma aproximação, porque quanto mais pessoas motivadas e dispostas tivermos ao nosso lado, melhor.

4. INVESTIMENTO/CONHECIMENTO

É importante investir em seu ministério, fazer render/multiplicar seu talento. Pode parecer um custo ter que participar de momentos de formação, sentar e ouvir alguém, ler um livro, pagar uma taxa de um determinado encontro. Mas se você pensar bem, é um investimento! Se você ama o que faz, passa a entender que precisa se preparar e se aperfeiçoar cada vez mais.

[3] “Quem tiver notado em si mesmo esta espécie de centelha divina que é a vocação artística de poeta, escritor, pintor, escultor, arquitecto, músico, ator…, adverte ao mesmo tempo a obrigação de não desperdiçar este talento, mas de o desenvolver para colocá-lo ao serviço do próximo e de toda a humanidade.” (Carta do Papa João Paulo II aos Artistas, 1999).

7 conselhos de Santo Agostinho para o músico católico



E se o doutor da Igreja encontrasse um dos músicos que toca na missa aos domingos, ou aquele jovem que está lançando seu primeiro CD, o que diria?
1 – “Aceita a tua imperfeição. É o primeiro passo para alcançares tua perfeição”” Santo Agostinho Serm. 142, 10
Vivemos na era pós-digital! Nos acostumamos a “melhorar” as fotos com filtros e ferramentas que manipulam a realidade. Corrigimos imperfeições na nossa aparência, compartilhamos uma vida idealizada, escolhemos com cuidado as informações do nosso perfil. Somos tentados diariamente a nos esquecer das nossas imperfeições, as pequenas e as maiores. Santo Agostinho nos afirma que o primeiro passo não é varrê-las para baixo do tapete, excluindo o que não queremos que ninguém saiba de nós como se não existisse mas assumirmos nossas limitações. “Se tu te enalteces, Deus se afasta de ti; se ao invés tu te abaixas, Deus se curva em direção a ti! “
2 – “O que buscas na tua ambição? Se Deus não te bastas com que poderás te contentar?” Serm. 105 3,4 Santo Agostinho
Cuida dos teus pensamentos! São os “filhos do coração”, nos lembra o bispo de Hipona. Cuidado com o que desejo. “Só é lícito pedir o que é lícito desejar”, atenção para não querer fazer Deus de cúmplice das tuas ambições. A única “ambição” do cristão deve ser servir. Não a si mesmo mas a Deus e ao próximo.
3 – “Buscas a Deus na Igreja ou a ti mesmo?” Santo Agostinho 137, 9
“A Igreja é o mundo reconciliado”, não tente perverter o corpo de Cristo. Não se esqueça que a casa de Deus é uma casa de oração, não um templo de vendilhões. Não instrumentalize o espaço da Graça. A Igreja é mãe e devemos ter com ela o respeito e amor devidos. Só assim poderemos viver um encontro pessoal e verdadeiro com o Criador. “Não esqueças que a única razão para ser cristão é a vida eterna”.
4 – “Ser cristão não é conquistar Cristo, mas deixar-se conquistar por Ele. Deixa que Ele conquiste em ti, que Ele conquiste para ti, que Ele te conquiste.” Santo Agostinho in ps. 149, 10
Lembre-se que em tempos de empoderamento e auto-suficiência a mensagem que nos chega deste santo do séc. IV é de esvaziamento de si mesmo. Deus é tudo em todos. A conversão não é fruto do esforço humano mas um dom derramado por Deus e acolhido e respondido por nós. É Ele quem vem primeiro em nosso encontro como foi no jardim em que Agostinho ouviu a cantilena das crianças dizendo: toma e lê. Ao que ele assentiu tomando as epístolas de São Paulo e encontrando ali o rumo para sua vida em Cristo.
5 – “Ama e diz o que quiseres!” Santo Agostinho in epíst. ad Gal. 57 6,1
Ah o repertório do CD? A conversa com o sacerdote? Subir no palco para cantar a palavra de Deus? Não se  preocupe. Deus fala quando nós nos calamos. “Quer que Deus se ponha ao seu lado? Põe-te ao lado Dele então”, nos lembra Agostinho. Se por ao lado de Deus é se colocar ao lado do amor. Não só ao lado mas por cima e por baixo, por fora e por dentro. O amor será nosso guia. Amor nos conduzirá e conduzirá nosso canto. Que o Amor seja que sabemos cantar. Porque “cantar é próprio de quem ama”.
6 – “Aquele que nos fez, nos refez” Santo Agostinho Epíst ad Darium
Nós somos o pote mas Cristo é a fonte. Ele é tudo para nós. Seu caminho é duro mas seguro. A Ele dirigimos toda nossa atenção e oração. Ele é a vida da nossa vida, a alma da nossa alma. “Oramos a Ele, por Ele e N’Ele. Oramos com Ele e Ele pra em nós!” (In ps. 85, 1). Que não seja mais eu que vivo mas Cristo que viva em mim.
7 – “Quando fazemos a vontade de Deus, faz-se a vontade de Deus em nós.” Santo Agostinho Serm. 58, 4
Quantas vezes ouvi: devemos fazer a vontade de Deus, é a vontade de Deus isto ou aquilo. E no entanto, com o passar do tempo e colhendo os frutos só ví brigas, ambições e vaidade. Fazer a vontade de Deus não é usar a Deus para revestir os meus desejos com um brilho que não é meu. Fazemos vontade de Deus esvaziando a nossa vontade. E assim a vontade se realiza não apenas através de nós mas em nós. E vontade de Deus é que sejamos salvos e participantes da conversão dos nossos irmãos. Para que estes também alcancem a plenitude da salvação oferecida em Cristo.


Augusto Cezar

Músico da banda DOM, compositor, escritor de 3 livros, professor e palestrante. Não sou nada do que realizei. Fui e sou tudo o que amei e amo. Além disso, não sou mais nada. www.augustocezarcornelius.com.br

7 dicas para melhorar o seu ensaio musical

Conheça 7 dicas para melhorar o seu ensaio musical!

A vida de qualquer músico católico, que se dedica ao serviço na liturgia, requer muitas coisas: disponibilidade, vida de oração, ascese, aprofundamento na doutrina, intenção reta, etc. Todo ministério de música para servir bem e de forma eficiente na liturgia, além do conhecimento da própria liturgia (por meio dos documentos que a própria Igreja dá como orientação), precisa transformar o tempo de ensaio em algo produtivo. Como alcançar essa produtividade no ensaio? Aqui vão algumas dicas:
Sete dicas para melhorar o ensaio musical
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

1-Manter a rotina

A regularidade com que se ensaia é fundamental para o aprimoramento das qualidades musicais. Deo Optimo Maximo – para Deus o máximo, o melhor. Queremos fazer música de forma bela e assim expressar Aquele que é fonte de toda beleza. Para isso, precisamos da constância neste esforço. A rotina também gera um compromisso e insere no nosso cotidiano a nossa função ministerial. Melhora nosso senso de responsabilidade com a Igreja e nosso ambiente paroquial.

2-Definir o tempo de ensaio previamente

Não deixe rolar simplesmente. Se proponha um tempo ideal de ensaio e utilize-o de forma a ser eficiente no aprimoramento do desempenho do grupo. Novamente, o senso de responsabilidade precisa ser desenvolvido e ajudará muito no amadurecimento do grupo.

3-Preparar as partes individuais antes do ensaio  – escrever harmonias e fórmulas do arranjo

Organize-se. Prepare as harmonias e arranjos com antecedência. Assim, você estará seguro de que todos sabem o que e como devem tocar. Escreva! Isto torna ainda mais clara a informação, eliminando imprevistos.

4-Objetividade

Saiba o que, como, onde, quando e o porquê daquilo que se está ensaiando. Esse é o segredo do foco, pois sessa maneira, você, também, mantém todo o grupo motivado porque não há perda de tempo e dedicação. Ajuda muito ter um “roteiro de ensaio”. Com isso, você também impede que aquele integrante fique “viajando” tocando uma música que não será ensaiada ou mesmo mostrando aos outros integrantes os solos que aprendeu esta semana, os timbres do seu novo instrumento, etc.

5-Definir as partes mais difíceis a serem resolvidas

Comece pelo mais difícil. Sim, o conselho das nossas mães funciona num ensaio musical. Todo ensaio tem picos de concentração e dispersão. Não deixe para resolver problemas técnicos musicais quando o grupo já está muito cansado e com baixa energia de concentração.

6-Mantenha o volume equilibrado

Todos precisam se ouvir. Mas é igualmente (senão mais importante ainda) ouvir-nos uns aos outros. É desta forma que se melhora a interpretação e dinâmica de um grupo. Ouvir o outro desenvolve nossa percepção musical e constrói unidade artística no que se está tocando.

7-Ensaiar o mais próximo ou semelhante do local onde toca na Missa

Não adianta ensaiar em um estúdio fantástico com excelentes condições técnicas e acústicas, se na Missa, você dispõe de muitas limitações. Ensaiar é para melhorar, resolver problemas. Tenha sempre em mente isso. Artistas profissionais quando montam o show das suas turnês, costumam simular os muitos e diferentes locais aonde irão se apresentar. Você tem sorte! Aproveite!
Essas são sete dicas que, se observadas, poderão tornar seu ensaio mais eficiente. “Mas, e a unção?”, alguém pode me interrogar. Nos lembremos da frase do santo: “Reze como se tudo dependesse de Deus e trabalhe como se tudo dependesse de você”. Não nos descuidemos de nenhum aspecto. Afinal, eles se relacionam profundamente. Como diz Santo Agostinho: “Reza-se como se vive e vive-se como se reza”. Sejamos, também, zelosos da nossa eficiência no fazer musical.


Augusto Cezar

Músico da banda DOM, compositor, escritor de 3 livros, professor e palestrante. Não sou nada do que realizei. Fui e sou tudo o que amei e amo. Além disso, não sou mais nada. www.augustocezarcornelius.com.br

Como o artista católico deve se vestir?

Confira dicas e orientações de como o artista católico deve se vestir

“Sabe,
É tanta coisa pra gente saber 
O que cantar, como andar, onde ir 
O que dizer, o que calar, a quem querer…”

 Os versos de Gilberto Gil abrem esta reflexão sobre como nos apresentamos visualmente enquanto artistas.
A música está cada vez mais visual! Ouve-se música, mas principalmente, “vê-se” música. Plataformas como YouTube, redes sociais e compartilhamentos em aplicativos de mensagenstornam, cada vez mais, importante a atenção que todo artista deve ter com os aspectos visuais da sua arte.
 
Se a música popular nasceu com o rádio e a indústria fonográfica, o gênero POP nasceu junto com a TV. Podemos relembrar o impacto que, nos anos 50 e 60, Elvis Presley e Os Beatles tiveram ao aparecer no programa de Ed Sullivan, na TV americana. Foram, também, responsáveis pela primeira transmissão mundial via satélite com a canção “All You Need Is Love”. A geração nascida nos anos 70 viu a onipresença da MTV nos anos 80 transformar o videoclipe em material obrigatório na divulgação de qualquer trabalho musical. Utilizando sempre novas linguagens e tecnologias a serviço da mensagem musical.
 
 Mas e o artista católico? Está à margem de tudo isso? Não! No final do século XX tivemos um longo papado de uma das figuras que melhor se comunicava por meio dos novos meios de comunicação. Toda vivência e paixão de São João Paulo II pelo teatro manifestava-se de forma espontânea nos grandes encontros transmitidos pela TV para o mundo todo. A figura simples e carismática se tornaria ainda mais próxima, fosse rodando sua bengala como Carlitos, fosse criando gestos que se repetiriam constantemente como o beijo no solo de cada país visitado.

Cada vez mais, com a facilidade de acesso à produção de vídeos e às transmissões em tempos reais, é exigido do artista católico um cuidado com aquilo que se canta, e também como isso é apresentado visualmente. E, no aspecto visual do músico, destacamos as roupas, adereços, maquiagem etc.
 
Foto: istock

Como o artista católico deve se vestir?

“Com vocês sou cristão e para vocês sou bispo”, disse Santo Agostinho. O que resume a dinâmica do serviço por meio da música. Somos artistas para o povo, mas somos também povo de Deus. Se há exagero no ditado popular que “o hábito faz o monge”, também é verdade também todo monge não se descuida de como se veste. Quais os maiores riscos?
 
1 – Nossa aparência não concordar com a nossa mensagem
Se canto paz, esperança e amor, não posso transmitir agressividade, intolerância ou preconceito.
 
2 – Nossa aparência não concordar com a nossa identidade
Se sou jovem devo vestir-me como um jovem. Se sou um artista identificado com meu público, muito provavelmente nos vestiremos parecidos.
 
3 – Nossa aparência não concordar com a nossa música 
Se canto rock, um smoking parecerá deslocado. Se canto musica pop, calças rasgadas e adereços de metais pareceram discordar das minhas canções.
 
4 – Nossa aparência não concordar com a nossa vida
“Reza-se como se vive e vive-se como se reza”, novamente Santo Agostinho nos alerta que nossos valores morais e religiosos devem ser visíveis, não só nos gestos mas em toda nossa presença. 
 
Dou uma sugestão: conheçamos o jeito como nossos santos se vestiam, como as ordens religiosas escolhem seus hábitos, e como a Igreja orienta as vestes no serviço religioso. A partir daí, com o olhar de artistas que recriam a partir do que existe, podemos compor o nosso jeito de nos apresentarmos. É assim na música POP.
 
Lembram de que falei, logo acima, sobre os Beatles? Em oito anos eles foram das roupas de couro das turnês de Hamburgo para os terninhos encomendados por seu empresário, e terminaram aderindo toda estética multicolorida do final dos anos 60. Não tenhamos medo das mudanças. Tenhamos medo, e muito, de permanecermos imóveis na janela como Carolina vendo a vida passar por nós. Nada menos artístico do que não tomar as rédeas da vida e desbravarmos novos caminhos.

Augusto Cezar

Músico da banda DOM, compositor, escritor de 3 livros, professor e palestrante. Não sou nada do que realizei. Fui e sou tudo o que amei e amo. Além disso, não sou mais nada. www.augustocezarcornelius.com.br