FORMAS DE MINISTRAR A MÚSICA

Vou tentar mencionar aqui quais são as formas de ministrar e então deixar claro que não existe um jeito único e certo de se ministrar.

Por isso, quando falamos em ministrar a música é preciso levar em conta alguns aspectos:


- Público alvo 
Se estou ministrando para adolescentes que estão iniciando na caminhada ou adultos que são veteranos na igreja;

É muito importante pensar nisso, pois a dinâmica de condução é bem diferente.

Falando ainda em público alvo é preciso saber se você estará ministrando para músicos, intercessores, se é um retiro de cura e libertação, ou ainda se você estará diante de uma assembléia geral, ou seja, todos os tipos reunidos.

- Local 
Trata-se de um local fechado? Por exemplo retiros específicos e tal….
Ou é na própria igreja, de repente antes de uma missa, com famílias presentes, etc…
Também precisamos ter esse discernimento, pois extravagâncias podem chocar as pessoas.

Bom, então vamos agora à parte mais direta da coisa, ou seja, quais são as formas mais comuns que tenho visto e os tipos de ministros de música.

Como eu disse acima não há forma única e exclusiva de se ministrar, mas o ideal seria o equilíbrio das melhores maneiras, ou seja, não ficar preso somente à cantar e tocar, mas também não ficar o grupo todo apenas orando, pois é preciso MÚSICA…. enfim, desejo que você encontre aquilo que mais agrade o seu coração e faça como nos diz a Palavra: “ficar com aquilo que é bom e descartar o resto…”


Ministro do louvor
Tem aquele ministro de música que tem seu foco principal na animação mesmo, no louvor, ou seja, seu ponto forte é saber lidar com as pessoas, fazer o clima ficar legal e etc. Tudo isso favorece para o momento de interiorzação.


Ministro da Oração
Outro tipo de ministro de música é aquele que se dedica mais à parte de orações, meditações e contemplações.


Ministro da Intercessão
Esse é um tipo de ministrar que me agrada muito. Por quê? Porque além de ministrar e saber orar o ministro de música como interceder pelo povo, pelas situações, enfim, ele põe a mão na massa mesmo. Ora de verdade!


Ministro Falante
É aquele irmão que as vezes esquece das dinâmicas que um grupo de oração deve ter e fica apenas falando… fala e fala…. e fala de novo… rsss.. Então canta-se uma música ou outra e torna a falar e falar….
Aqui é bom lembrar que já teremos um irmão para fazer a pregação, por isso tome cuidado para não deixar o grupo cansativo demais. Há pessoas que veem ao grupo após um dia de trabalho e já estão suficientemente cansadas para ficar em pé ouvindo tanto tempo.


Vários Ministros
Há grupos que usam uma maneira interessante de se conduzir. Eles colocam um irmão para ficar com a parte do louvor e outro para parte de perdão. Mais um fica com a parte do Espírito Santo e assim por diante.
Embora seja uma forma de interagir entre os ministros é sempre bom ter alguém para ser o “carro-chefe”, ou seja, ele será o responsável em olhar as extravagâncias de horários, se ninguém está querendo aparecer demais e por conta disso acaba se perdendo, etc…Dá para se fazer bem feito, mas requer entrosamento entre os integrantes de ministério


Ministro de música mandão
Esse realmente é triste de se ver, pois é aquele que parece que está nos dando broncas, do tipo: “Vamos, vocês parecem que estão mortos… é por isso que as coisas não acontecem com vocês… é preciso orar, vamos gente!”

Muito cuidado com esse tipo de irmão. É preciso orientá-lo, pois por mais absurdo que pareça existe sim esse tipo de condução. É o irmão que sempre acha que está certo e que a vida dele é que é um exemplo de vida.

As formas de se conduzir propriamente ditas dependem muito da situação, por isso é preciso vida de oração e sensibilidade, pois podemos estar no meio de uma condução e o Senhor nos mostrar outros caminhos. Caso isso aconteça é preciso ternura e entrosamento com o ministério. Mostrar com jeito e simplicidade que poderíamos tocar tal música e etc. Sempre convidar as pessoas e nunca ordenar. Por isso precisamos também ter várias músicas “de backup”, já ensaiadas, assim não seremos pegos totalmente de surpresa.

Obviamente o ministro também precisa da sensibilidade para saber se os músicos sabem as músicas e se estão preparados para uma possível mudança de direção.


Algumas dinâmicas também são interessantes, como pedir para a assembléia imaginar um lugar bonito, tranquilo e então conduzir a oração.

Imaginar situações na própria bíblia também é legal, por exemplo imaginar-se presente no dia que Jesus ensinou os discípulos a orarem o Pai Nosso, ou quem sabe imaginar-se presente na ressurreição de Lázaro, ou ainda no dia que Jesus curou o cego….

Tudo isso vai depender também da sua criatividade, mas além de pedir ao Senhor esse dom é preciso colocar em prática. Experimente fazer sozinho primeiro. Ministre para você mesmo e veja o que pode ser melhorado.

Pegar músicas e fazer a assembléia meditar em cima da letra também é uma ótima forma de interiorização. Mesmo as músicas mais agitadas podem começar devagarzinho a fim de entendê-las com mais atenção.
Brincadeiras no momento do louvor também ajudam na abertura principalmente daqueles que estão triste ou com os corações endurecidos.

Mas aqui vale uma importantíssima observação: cuidado com os tipos de brincadeiras. Perceba se no meio da assembléia não há algum deficiente físico ou mental, se não há mulheres grávidas ou com crianças de colo. Se há idosos ou casais de namorados.

Tudo isso precisa ser analisado, pois certas brincadeiras podem causa mal-estar entre as pessoas. Imagine por exemplo uma situação onde você coloca várias duplas, uma pessoa de frente para outra. Aí você deixa um homem com uma mulher. Caso um dos dois seja comprometido fica complicado, é constrangedor… ou ainda: se você pega uma jovem carente ela já pode interpretar aquele momento de oração de maneira diferente.

Nossa intenção é sempre a melhor possível, mas nunca sabemos como está a cabeça das pessoas, por isso Discernimento!!!

Na hora de ministrar não cante tantas músicas inéditas, pois o povo se sente “por fora”…
Um amigo meu me disse certa vez: “Ah, eu fiquei tão sem graça quando fui naquele grupo de oração. Um não sabia nenhuma música…

Claro que o nosso papel é ensinar também, mas coloque músicas conhecidas a fim de todo mundo participar.

Intercale entre homens e mulheres cantando, por exemplo: “agora só os homens… agora só as mulheres
Detalhes simples também fazem toda a diferença. Por exemplo: se você pedir para as pessoas fecharem os olhos, não se esqueça de pedir para abri-los, pois o que parece óbvio para nós pode não ser para os outros. A mesma coisa serve quando você pedir para as pessoas levantarem os braços. Seja atencioso e não esqueça deles com os braços erguidos.

E mais: se você pedir para fechar os olhos ou levantarem os braços, não esqueça que você também deve fazer isso. Precisamos não somente dar exemplo, mas participar com eles… não estamos ali para mandar, mas para louvor e orar em conjunto…


Uma outra coisa que sempre acontece é pedir para as pessoas darem as mãos. E aí o ministro de música esquece que eles estão assim e começa a cantar uma música enorme. Em seguida começa a rezar e depois dá-lhe mini pregação… e os coitados lá de mãos dadas… Gente, é preciso discernimento. Já pensou se está numa época do calor: o irmão suando e não aguentando mais…

Olhe sempre para as pessoas. Não fique tanto tempo de costas ou simplesmente de lado para a assembléia. Lógico que Jesus é que precisa aparecer, mas precisamos desse contato também. É importante.

Irmãos, eu teria muito a mencionar ainda, mas espero que de alguma forma vocês gostem desse artigo. E mais ainda: que seja útil na vida ministerial de vocês.


Deus abençoe!
Jorge 

Compartilhe: