26/04/2014

SENSIBILIDADE À FLOR DA PELE

Tenha certeza: a vitória será sua. A vitória será de Deus! Mas você não pode continuar a ser ingênuo: ou você se consagra inteiramente ao Senhor e vence Satanás pelo poder de Jesus, ou é um ingênuo, que faz um pouquinho de sucesso e depois é derrubado por ele. É colhido como se colhe o joio e é jogado na lama.

Deus deu a você, muita sensibilidade. Você tem de ser sensível. Tem de ter uma sensibilidade muito aguçada, tem de expressá-la, tocando, apresentando-se, fazendo shows, cantando na liturgia, assumindo encontros. Não dá para você ser músico, tocando e cantando, sem pôr toda sua sensibilidade para fora.

Quando termina um espetáculo, um show, ou mesmo um encontro, a sua sensibilidade fica à flor da pele. No momento em acaba o espetáculo, o encontro ou a celebração, a sua sensibilidade não cai como um pavio! Ela tem de esfriar, pouco a pouco. Muitas vezes, o "espetáculo" é simplesmente um encontro em que você canta e toca, é uma liturgia que você anima. O espetáculo acaba, e você, com a sensibilidade à tona, cai no vazio.
Sua sensibilidade está à flor da pele, não só a parte positiva, mas sensibilidade com tudo aquilo que ela tem: marcas, feridas, cicatrizes e carências.

Terminando um espetáculo, um show, um encontro, você volta para casa. Sua sensibilidade está acesa, carente. Você que é homem precisa de uma presença feminina que o acolha. Feliz o músico, o artista casado, que pode chegar em casa e encontrar sua esposa, ver seus filhos. O carinho deles é um alívio para a sua sensibilidade.

Você precisa de alguém! Talvez você tenha consciência disto: precisa de alguém que o ame e preencha. Você, que é homem, precisa de uma mulher que o receba, que o acolha, que o afague, o envolva de carinho, que o nine como se o pegasse no colo. Você é um músico que acaba de sair de um espetáculo, com a sensibilidade à flor da pele; como uma criança carente de colo. Feliz o músico casado que chega em casa logo! O mesmo se diga das jovens e mulheres músicas. Elas precisam da acolhida dos braços de um companheiro.

Na viagem de carro ou de ônibus após uma apresentação, carente, você acaba "esticando o braço", fazendo carícias, tocando o outro. Poderia dizer: "São todos cristãos, todos irmãos, não tem nada demais, é só um carinho".

Só que você e a outra, você e o outro, estão com a sensibilidade à flor da pele, carentes. Talvez você não pense assim e nem veja as coisas por esse lado: você não faz por mal. Talvez vocês até sejam namorados ou noivos. Só que, infelizmente, nessa hora a "coisa" vai fundo! A sensibilidade está à flor da pele!

Às vezes não são namorados, apenas companheiros de banda, de conjunto, cantaram, animaram e rezaram juntos... e aí surge a tentação.

Você trabalhou e fez o melhor para Deus. O diabo está enraivecido porque você foi veículo de Deus para a conversão de pessoas, tirou-as de uma sexualidade errada, tirou-as da "fossa", do homossexualismo...

O inimigo vem com tudo e você nem percebe que a tentação entrou por aí. Ela não veio agressiva, mas mansa. A tentação veio pela sua sensibilidade carente e levou longe. Quantas vezes as pessoas de um conjunto, meninos e meninas, se envolvem até mesmo sexualmente...

Não estou levando as coisas para um lado negativo, nem estou colocando malícia em tudo. Estou simplesmente sendo realista. Bem pé no chão.

Você é gente. Tem carne, sangue, sensibilidade... É homem. É mulher. Tem carências. E quando o espetáculo termina, você e os demais estão com a sensibilidade à flor da pele.

Sua sexualidade está muito ligada à sua sensibilidade. Num show, numa apresentação, na animação de um grupo, você coloca a sensibilidade para fora, a serviço de Senhor. Com isso, a sua sexualidade vem junto. Uma puxa a outra. Ou nos consagramos aos Senhor e dizemos: "ou santos, ou nada" vivendo a castidade, ou somos pegos e derrubados pelo inimigo.

Quando você está em um palco ou altar, com um instrumento ou microfone nas mãos, tocando ou cantando, muita gente está ligadíssima em você...

Queira ou não, você atinge a sensibilidade das pessoas. Pessoas com sensibilidades machucadas, carregando feridas, marcas e pecados. Foram vítimas. Muita gente o atinge também com a sensibilidade. Você é desejado e cobiçado: "Como eu queria ter um rapaz desse jeito". Nesta hora em que você está na frente, rapaz ou menina, muitos olhos, muitas sensibilidades estão em cima de você.

Até uma mulher casada, frustrada no seu casamento, quando vê um rapaz dirigindo, falando, conduzindo, tocando, cantando, pode pensar: "Como eu queria ter um homem assim na minha vida, com eu precisava de alguém que me acolhesse e me falasse como ele".

Há olhares de cobiça sobre a menina que canta e dança, não seja ingênua. Há pessoas a desejá-la. Pensam: "Que menina linda! Que voz bonita!".

Você pareceu para alguém a menina ideal. Só que essa pessoa esta com a sensibilidade machucada, ferida... Nela existe malícia, sensualidade...

São os "osso do ofício": quem canta, toca, se apresenta se expõe.

Pe. Jonas Abib
Fonte: Musicos em ordem de batalha
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