07/12/2013

DICA MUSICAL: Modos gregos

Tocar apenas um modo ou escala sem nenhuma melodia em particular na mente pode inspirá-lo a criar uma melodia. Uma boa forma de começar a experimentar os diferentes modos gregos é tocar escalas com as notas brancas do piano, mas começando em diferentes notas. Existem sete modos gregos, assim como as sete notas naturais. 

Não vamos falar sobre a história dos modos gregos nem o que são em promenor neste artigo. A intenção é resumir cada um, e para o que nos remete a sonoridade de cada um, para que possa experimentar.


Vamos olhar para todos os sete modos gregos, e ver as características de cada um. Vamos ilustrar os modos gregos utilizando apenas as notas brancas do teclado do piano. Mas claro, cada modo pode ser baseado em qualquer nota. São os diferentes padrões de intervalos entre notas que definem cada modo.


Jónio (escala maior)

Quando toca as sete notas naturais começando no Dó, obtém o modo Jónio. Para montar uma escala Jónia noutra nota que não o Dó, terá de utilizar o padrão de tons e semitons: T-T-S-T-T-T-S.


O modo Jónio deverá soar-lhe familiar, porque é a escala maior.

Modo Jónio


Dórico

Se tocarmos as teclas brancas começando em Ré obtemos o modo Dórico. Para construir o modo Dórico noutra nota utilizamos o padrão: T-S-T-T-T-S-T.


O modo Dórico é mais comum de ser ouvido na música Celta e nas primeiras músicas folk na América derivadas de melodias Irlandesas. Músicas escritas no modo Dórico têm uma sonoridade melancólica e cheias de alma, porque a última nota da escala não se resolve por completo, então soa quase que como uma questão sem resposta.

Modo Dórico


Modo Frígio

Se começarmos então na nota Mi e tocarmos todas as notas naturais até o próximo Mi obtemos o modo Frígio. A sequência deste modo é: S-T-T-T-S-T-T.


A maioria da música flamenca é escrita no modo Frígio, que tem um som brilhante e latino. Muitos compositores e guitarristas modernos utilizam o modo frígio com escalas maiores (em vez de menores) porque soam menos melancólico que a escala menor.

Modo Frígio


Modo Lídio

Se começarmos na nota Fá e tocarmos as notas naturais até ao próximo Fá obtemos o modo Lídio. A sequência de tons e semitons é: T-T-T-S-T-T-S.


O modo lídio é o oposto do Jónio, tem um som solido e brilhante como a escala maior mas os intervalos são inesperados e surpresos. Este é um modo popular para os músicos de Jazz que apreciam a utilização da mistura de progressões de acordes maiores e menores.

Modo Lídio


Modo Mixólídio

Se começamos na nota Sol então temos o modo Mixólídio. Para montar este modo utilizamos o padrão: T-T-S-T-T-S-T.


O Modo mixólídio é parecido ao modo Lídio no sentido de ter uma sonoridade de escala maior com intervalos menores, e é um ótimo modo para trabalhar numa música com um feel de blues. O modo mixolídio é outra escala popular para solos musicais.

Modo Mixolídio


Modo Éolio (Escala menor natural)

Se começarmos em Lá temos o modo Éolio. A sequência de tons e semitons deste modo é: T-S-T-T-S-T-T.


Músicas criadas no modo éolio têm uma sonoridade de tristeza. A última nota da escala Éolia resolve-se de uma forma completamente diferente que a nota final da escala jónia. Se o modo Dórico soa a melancólico, o modo éolio reflete desespero.

Modo Éolio


Modo Lócrio

Para montar o modo Lócrio utilizamos o padrão: S-T-T-S-T-T-S.


O modo lócrio é considerado tão instável que a maioria dos compositores consideram que não dá para trabalhar neste modo. Existem algumas músicas escritas neste modo. Poderá encontrar ocasionalmente no heavy metal. Mas a relação de intervalos neste modo é difícil de compor para a maioria dos compositores.

Modo Lócrio

Estes modos são boas ferramentes para escrever música tonal (música que se rege segundo a escala ou modo e adere a uma nota base). Se limitar-se a um modo em particular - isto é, notas que têm uma lógica harmónica - poderá achar mais fácil de escrever as suas melodias.

Experimente estes modos e experimente compôr pequenas linhas melódicas para ver as diferenças entre cada uma.
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